Cinquentenário da Acadmeia Brasileira de Medicina de Reabilitação (ABMR)

A ABMM parabeniza a ilustre ABMR pelo transcurso do seu cinquentenário e lembra os laços que nos une, a dedicação ao estudo e promoção das Ciências da Saúde, cooperar com os poderes públicos em assuntos de saúde e o compartilhamento de ilustres Acadêmicos, dentre os quais destaco o atual Presidente da ABMR, Acadêmico Hilton Koch e os ex-presidentes, Acadêmicos Jayme José Gouveia e Omar da Rosa Santos. (mensagem da ABMM pelo transcurso do aniversário de 50 anos da ABMR)

A Academia Brasileira de Medicina de Reabilitação é uma confraria científico-cultural semelhante em estrutura e organização às congêneres existentes no país, mas diferente no que concerne à filosofia, que reconhece e confere ao médico de qualquer especialidade a condição de atuar diretamente ou contribuir para a reabilitação de seu paciente. Esta distinção, que é peculiar à entidade, baseia-se no conceito de Howard Rusk, exposto em 1958 em sua obra Medicina de Reabilitação.

A prática da reabilitação baseia-se na crença filosófica de que a responsabilidade do médico ou de qualquer especialista não termina quando a doença é vencida ou completada a fase cirúrgica; só termina quando o indivíduo volta a viver e a trabalhar com o que lhe restou de suas capacidades (Howard Rusk). Todo médico é um reabilitador.

A década de 70 caracterizou-se por uma maior efervescência para a Reabilitação Profissional em todo o país. O Instituto Nacional de Previdência Social (INPS), que fazia parte do Ministério do Trabalho e da Previdência Social (MTPS) tinha em pauta a iniciativa de construção e de ativação de Centros de Reabilitação Profissional em todas as capitais dos estados brasileiros, esta iniciativa ocorreu no governo do Gen. Emílio Garrastazu Médici, tendo como ministro o Prof. Júlio Barata. Na mesma época foi realizado um convênio entre a Associação Médica Brasileira (AMB) e as Sociedades Médicas para a concessão de títulos de especialista. Na ocasião a Sociedade Brasileira de Medicina Física e Reabilitação era presidida pelo Dr. Márcio L. Castro, com sede em Belo Horizonte. Esta medida fortaleceu as sociedades médicas que passaram, a partir de então, a ter o apoio e a tutela da AMB e, posteriormente, também do Conselho Federal de Medicina (CFM).

A ideia de criação da ABMR ocorreu no gabinete do Dr. Odir M. Pereira, que na ocasião era diretor do Departamento de Reabilitação Profissional da Secretaria de Serviços Previdenciários do INPS. Eram participantes da reunião o próprio Dr. Odir M. Pereira, o Dr. H. Baptista e o Dr. R. E. de Araujo Leitão que passaram, a partir de então, a trabalhar para a criação da Academia de Reabilitação com a finalidade de consultoria para ao INPS e ao MTPS. A partir daí, sob orientação e com o aval do Prof. Deolindo Couto, foram cedidos os estatutos da referida academia para que fosse então adaptadoa às necessidades da nova academia.

Fundação da ABMR

Em sessão realizada no dia 26 de janeiro de 1972, na sede do Sindicato dos Médicos do Rio de Janeiro, presidida pelo Dr. Renato C. Bonfim, tendo como secretário o Dr. Hilton Baptista.

Os motivos da fundação da ABMR, segundo discurso proferido pelo Prof. R.E. de Araujo Leitão na ocasião da fundação, seria o de congregar os nomes de maior destaque das várias especialidades que tenham se dedicado à causa da Reabilitação. Ressaltou, ainda, que a maioria dos fundadores da Academia Brasileira de Medicina de Reabilitação é também de fundadores da Sociedade Brasileira de Medicina Física e Reabilitação e não há o menor pensamento em prejudicar a esta, que todos prestigiam, cabendo à Academia justamente prestigiar a Sociedade Brasileira de Medicina Física e Reabilitação bem como a todas as sociedades médicas.

Em seguida a Assembléia foram escolhidos os acadêmicos: Araujo Leitão, Samarão Brandão, Waldemar Wettreich, Camilo Abud e Ismar Fernandes para constituírem a comissão encarregada da redação dos Estatutos que serão novamente submetidos a Assembleía no dia 3 de abril de 1972. A mesa solicitou a colaboração dos senhores acadêmicos para que enviassem suas sugestões à Comissão de Estatutos, o mais breve possível. O Prof. Waldemar Bianchi ofereceu à Comissão a Constituição da Academia Americana de Fisiatria, como subsídio ao trabalho da mesma.

Passou-se em seguida a eleição da primeira Diretoria, com mandato de dois anos e que ficou assim constituída: Presidente - Prof. R.E. de Araujo Leitão; 1º Vice-presidente - Dr. Renato C. Bonfim; 2º Vice-presidente - Dr. Odir M. Pereira; Secretário Geral Dr. Juercio S. Brandão; 2º Secretário Dr. Fernando Nova e Tesoureiro - Dr. Waldemar Wettreich.